Desculpem aos leitores mas andei afastado destas lides do blogue.
Entre uma Páscoa no Rio de Janeiro, um feriado com ponte Tira-Dentes em Paraty, um fim-de-semana em São Paulo com direito a almoço no Consulado e outro fim-de-semana no Rio não tenho tido muito tempo pra vos escrever.
Fotos também tenho demais que não dá pra pôr aqui tudo o que vos queria mostrar. Vejam o meu facebook, fotografias marcadas e apareço em quase todas das pessoas que têm paciência para as colocarem online.
Comecemos então: Páscoa no Rio com as irmãs Leotte e as zucas Márcia e Chris. Cultural com visita ao Cristo, ao museu de Oscar Niemayer em Niteroi. Praia nem vê-la porque houve uns ciclones na costa da Argentina e a águinha estava imprópria para mergulhos.
Tira-Dentes numa cidadezinha brutal no início do Estado do Rio de Janeiro com direito a passeio de barco pelas ilhas, barzinho, banda privada, aulas de pandeiro, aprendi a tocar as dunas, Cachaça Gabriela Cravo e Canela... Nossaaaaaaaaaaaa
Já não ficava rouco de tanto cantar há muito tempo.
Fim-de-semana em São Paulo com festa tuga por onde passámos. Fechámos todas as casas nocturnas que nos receberam e ainda tivemos direito ao saudoso bacalhau e Quinta de Cabriz que o AICEP tinha preparado para nós.
Depois de uma semana com direito a prova de vinhos portugueses em SP e teatro Sexo, etc e tal, lá avançámos para o "findi".
Fim-de-semana passado novamente no Rio, agora com uma onda mais de PRAIAAAAAAAA.
Copacabana, Ipanema e até fomos ao Maracanã ver a final do campeonato carioca.
Flamengo-Botafogo na finalissima, que foi a penalties e o Bruno (goleiro) defendeu tantoooooo. Parecia o nosso Ricardo!! As torcidas sim valem a pena. O futebol nem por isso. Parecem solteiros contra casados, sem organização de jogo. E olhem que eu não percebo nada de futebol!!
Mas cantava tudo com eles:
UH AH UH QUE TORCIDA É ESSA?
AI NINGUÉM PÁRA ESSE CHOROROOOO
CHORA O PRESIDENTE, CHORA O TIME TODO, CHORA O TORCEDOR
PUTA QUE PARIU, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIU! BRUNOO
E pronto, resumindo foi isso que andei por cá a fazer.
Reservo umas surpresas para breve. Depois vão perceber o quê.
Como já disse, querem ver fotos destes dias, vejam no meu facebook as minhas fotos marcadas noutros albuns, principalmente da Rita Amaro (apareço em todas, n é Ritxinha?)
Abreijos apressados
Zuca do Pedaço
quarta-feira, 6 de maio de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
Txipo Assim: Parabenizando o meu Brow!
Sei que adoras Queen e "WE WILL ROCK YOU!!!!!"
Love you little brother!!!
Abreijos com saudades
Mano mais velho
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Txipo Assim: Trabalhador INOViano
Para os que dizem que eu não trabalho e vim para o Brasil de férias:

"Brasil à margem da crise?
Apesar da crise económica mundial, o Brasil é apontado como um dos países que a crise não atingiu. No entanto, apesar de não se sentir tão intensamente como na Europa e nos Estados Unidos, o país está a sofrer um abrandamento no seu crescimento devido a esta crise.
As razões para este abrandamento estar a ser menor que no resto do mundo são várias e advêm de várias vertentes.
Por um lado, o sistemas político e económico apresentam uma enorme estabilidade. A ausência de retrocessos na gestão da economia do país coopera para que este fenómeno não apresente tanta força. No artigo da revista Veja a 4 de Março 2009, “O Brasil de hoje é resultado de um processo ocorrido nos ultimos quinze anos, em que se estabeleceram no país poderosas restrições culturais e institucionais ao populismo.”
Também os bancos apresentam muita competência e com muita regulação principalmente ao nível de créditos. Ou seja, com activos saudáveis, as instituições financeiras brasileiras interiorizaram a cautela como fulcral para a sua gestão financeira, operando incessantemente na regulação bancária, tendo especial atenção na fiscalização e supervisão do sistema financeiro, e mantendo reservas.
Estes cuidados fizeram utilizar apenas uma pequena parte das reservas de 200 biliões de dólares, praticamente intocáveis após 6 meses de crise. O Banco Central detém ainda reservas de 187 biliões de Reais, o que permitiu ao dólar (apesar de ter subido mais de 40%) não escalar mais intensamente, pressionando os preços dos produtos importados, levando à não contaminação dos preços no país, e sem hiperinflação.
Um atraso na chegada à expansão exponencial do crédito internacional e ao boom imobiliário levou, em tempos de crise, à transformação desta “fraqueza” em “força”. Assim, a situação financeira das famílias permanece sob controlo e o total de crédito disponível encontra-se nos 40% do PIB, ao contrário de países como a Holanda ou os Estados Unidos. Ou seja, esta actual “vantagem” da economia brasileira depende principalmente de falhas estruturais do próprio sistema económico, como “juros muito elevados, excesso de tributação de operações financeiras e direccionamento artificial do crédito para sectores considerados prioritários” diz o economista José Júlio Senna.
O Brasil tem também recursos que contribuem para a sua independência do resto do Mundo.
O declínio da pobreza e a emergência da Classe C levou a um aumento no consumo em que o potencial de expansão é enorme. O controlo da inflação e as políticas assistencialistas potenciarão ainda mais o consumo nestes consumidores. Assim, o Mercado Interno apresenta-se muito forte, crescendo em poder de compra e em proporção da população. Isto torna as empresas menos dependentes do exterior.
O Mercado Externo também se torna uma grande vantagem para o Brasil.
O Brasil é o maior exportador de produtos alimentares do Mundo o que, em qualquer cenário, garante vendas externas muito volumosas. A enorme área cultivável do Brasil e ainda a potencialidade de apenas 20% desta área ser utilizada actualmente para plantações.
Para além da exportação de alimentares, o Brasil detém também um volume de exportação bastante variada ao nível de produtos e países receptores, o que cria uma maior flexibilidade e consequente independência face às dificuldades dos outros. No entanto, esta diversificação em termos de produtos e compradores, não implica que o país não seja afectado pela diminuição da Procura internacional.

Alexandre Monteiro - C13
Destak Brasil
São Paulo, Brasil
"Brasil à margem da crise?
Apesar da crise económica mundial, o Brasil é apontado como um dos países que a crise não atingiu. No entanto, apesar de não se sentir tão intensamente como na Europa e nos Estados Unidos, o país está a sofrer um abrandamento no seu crescimento devido a esta crise.
As razões para este abrandamento estar a ser menor que no resto do mundo são várias e advêm de várias vertentes.
Por um lado, o sistemas político e económico apresentam uma enorme estabilidade. A ausência de retrocessos na gestão da economia do país coopera para que este fenómeno não apresente tanta força. No artigo da revista Veja a 4 de Março 2009, “O Brasil de hoje é resultado de um processo ocorrido nos ultimos quinze anos, em que se estabeleceram no país poderosas restrições culturais e institucionais ao populismo.”
Também os bancos apresentam muita competência e com muita regulação principalmente ao nível de créditos. Ou seja, com activos saudáveis, as instituições financeiras brasileiras interiorizaram a cautela como fulcral para a sua gestão financeira, operando incessantemente na regulação bancária, tendo especial atenção na fiscalização e supervisão do sistema financeiro, e mantendo reservas.
Estes cuidados fizeram utilizar apenas uma pequena parte das reservas de 200 biliões de dólares, praticamente intocáveis após 6 meses de crise. O Banco Central detém ainda reservas de 187 biliões de Reais, o que permitiu ao dólar (apesar de ter subido mais de 40%) não escalar mais intensamente, pressionando os preços dos produtos importados, levando à não contaminação dos preços no país, e sem hiperinflação.
Um atraso na chegada à expansão exponencial do crédito internacional e ao boom imobiliário levou, em tempos de crise, à transformação desta “fraqueza” em “força”. Assim, a situação financeira das famílias permanece sob controlo e o total de crédito disponível encontra-se nos 40% do PIB, ao contrário de países como a Holanda ou os Estados Unidos. Ou seja, esta actual “vantagem” da economia brasileira depende principalmente de falhas estruturais do próprio sistema económico, como “juros muito elevados, excesso de tributação de operações financeiras e direccionamento artificial do crédito para sectores considerados prioritários” diz o economista José Júlio Senna.
Total do crédito em relação ao PIB (%)
O Brasil tem também recursos que contribuem para a sua independência do resto do Mundo.O declínio da pobreza e a emergência da Classe C levou a um aumento no consumo em que o potencial de expansão é enorme. O controlo da inflação e as políticas assistencialistas potenciarão ainda mais o consumo nestes consumidores. Assim, o Mercado Interno apresenta-se muito forte, crescendo em poder de compra e em proporção da população. Isto torna as empresas menos dependentes do exterior.
Evolução da Classe C no Brasil

O Mercado Externo também se torna uma grande vantagem para o Brasil.
O Brasil é o maior exportador de produtos alimentares do Mundo o que, em qualquer cenário, garante vendas externas muito volumosas. A enorme área cultivável do Brasil e ainda a potencialidade de apenas 20% desta área ser utilizada actualmente para plantações.
Para além da exportação de alimentares, o Brasil detém também um volume de exportação bastante variada ao nível de produtos e países receptores, o que cria uma maior flexibilidade e consequente independência face às dificuldades dos outros. No entanto, esta diversificação em termos de produtos e compradores, não implica que o país não seja afectado pela diminuição da Procura internacional.
Distribuição da Exportação por Destino – 2008
A grande independência do Brasil apoia-se também nos recursos energéticos existentes. As grandes reservas naturais de água, petróleo e gás, associadas ao crescente desenvolvimento das energias renováveis acentuam esta independência. Cerca de 50% dos combustiveis utilizados pela economia brasileira sao provenientes de fontes renováveis, como a energia hidráulica e o etanol de cana-do-açucar. Para além disso, a descoberta das reservas de pré-sal, além de consolidar a auto-suficiência de petróleo, coloca o Brasil como exportador.
Apesar de todas estas vantagens e as projecções para 2009 apontarem para um Brasil em crescimento, este sofre um forte abrandamento, o que comprova que, apesar da aparente “inexistência”, a crise está de facto a afectar o Brasil.
Depois do aumento de mais de 5% em 2007 e 2008 são esperados 1,5% de crescimento, com a queda da Economia brasileira em 3,6% no último trimestre de 2008.
Para além disso, entre Novembro de 2008 e Fevereiro de 2009, segundo o Ministério do Trabalho, 688 mil empregos formais foram encerrados.
A indústria também mostrou a crise, quando entre Setembro de 2008 e Fevereiro deste ano a produção industrial caiu 16,9%, chegando aos valores de 2004.
Em resumo, apesar de toda a independência e vantagens competitivas, os mais recentes valores e projecções demonstram que o Brasil apresenta também sinais da crise, mas em menor escala.
Apesar de todas estas vantagens e as projecções para 2009 apontarem para um Brasil em crescimento, este sofre um forte abrandamento, o que comprova que, apesar da aparente “inexistência”, a crise está de facto a afectar o Brasil.
Depois do aumento de mais de 5% em 2007 e 2008 são esperados 1,5% de crescimento, com a queda da Economia brasileira em 3,6% no último trimestre de 2008.
Para além disso, entre Novembro de 2008 e Fevereiro de 2009, segundo o Ministério do Trabalho, 688 mil empregos formais foram encerrados.
A indústria também mostrou a crise, quando entre Setembro de 2008 e Fevereiro deste ano a produção industrial caiu 16,9%, chegando aos valores de 2004.
Em resumo, apesar de toda a independência e vantagens competitivas, os mais recentes valores e projecções demonstram que o Brasil apresenta também sinais da crise, mas em menor escala.
Fontes:
Jornal Destak
Revista Veja, 4 de Março de 2009"
Jornal Destak
Revista Veja, 4 de Março de 2009"
Fui eu que escrevi tudo!!!
Abreijos inteligentes
Zuca do pedaço
sábado, 28 de março de 2009
Txipo Assim: Pleconceitos? NOT
Ora pois bacalhau, todas as portuguesas têm bigode e chamam-se ou Maria ou Joana. Todos os portugueses são padeiros e chamam-se Manel ou António.
Na verdade, este preconceito, pelo menos em São Paulo, está completamente ultrapassado. Aliás, com a mistra cultural desta cidade, é impossível haver preconceito. O que seria dos "Japas" todos do meu bairro que na verdade falam brasileiro? Aliás, não têm noção o que é ouvir muitos japas e em vez da fonética esperada, sai um "oi" ou um "txipo assim" lá está.
A mistura do Obikwelu mais azul e da Gisele mais esquálida dão as cores à cidade de onde ninguém é natural.
No entanto, nós, os colonizadores, temos a fama de formais demais, educados demais, tensos demais. Depois olham para mim e dizem: tu não és português! Ao que respondo: andam a conhecer os portugueses errados. Ou então o preconceito contra os brasileiros torna-se evidente nessas situações. Vá, admitamos que o que temos de exemplo em Portugal não é o melhor... A grande questão de ir "fazer uns bicos" para Portugal não ajuda à fama! (bicos=biscates)
Na realidade, o sotaque continua no limiar do intolerável, mas como nata da nata que sou, a minha capacidade de adaptação está ao nível, onde até já "sotaqueio" para me fazer compreender. Acreditem que ouvir "oi" várias vezes é mais irritante.
Ainda falando dos Japas, a maior parte dos residentes do meu bairro (aqui não se pode dizer zona, que é de putedo) a quantidade de restaurantes japoneses que há é impressionante. Imaginem ali a Rua das Portas de Santo Antão (onde é o Coliseu dos Recreios, para os mais distraidos), cheia de restaurantes. Agora imaginem na porta de todos ter aqueles caracteres e o menu de rodízio, mais caro ao jantar e ao fim-de-semana. Até se come sentado no chão, sem sapatos. Se bem que a posição acaba por se tornar incómoda. Mas Dário, aqui ias enjoar japonês (eu ainda não enjoei... ainda hoje!!! eheh)
Até já vou ao mercado ao fim-de-semana comer um yakisoba!
Aliás, não existe preconceito racial, sexual nem de nenhum tipo. Todas as "baladas" badaladas são GLS ou mais ou menos. Vê-se o Ediwalter e o Broduey Wachinton de mãos dadas a pulular para apanhar o metro com as suas calças arepeladas pela bunda acima. Vêem-se Dinas aos montões, com o colete de bolsos e a camisa xadrez.
Vê-se o grupo dos Emos à sexta no Metro da Consolação (prontos a descer a Augusta).
No entanto vê-se principalmente a despreocupação das restantes pessoas. Aliás, despreocupação ou simplesmente habituação a esta realidade?
Abreijos orientais
Zuca do pedaço
Na verdade, este preconceito, pelo menos em São Paulo, está completamente ultrapassado. Aliás, com a mistra cultural desta cidade, é impossível haver preconceito. O que seria dos "Japas" todos do meu bairro que na verdade falam brasileiro? Aliás, não têm noção o que é ouvir muitos japas e em vez da fonética esperada, sai um "oi" ou um "txipo assim" lá está.
A mistura do Obikwelu mais azul e da Gisele mais esquálida dão as cores à cidade de onde ninguém é natural.
No entanto, nós, os colonizadores, temos a fama de formais demais, educados demais, tensos demais. Depois olham para mim e dizem: tu não és português! Ao que respondo: andam a conhecer os portugueses errados. Ou então o preconceito contra os brasileiros torna-se evidente nessas situações. Vá, admitamos que o que temos de exemplo em Portugal não é o melhor... A grande questão de ir "fazer uns bicos" para Portugal não ajuda à fama! (bicos=biscates)
Na realidade, o sotaque continua no limiar do intolerável, mas como nata da nata que sou, a minha capacidade de adaptação está ao nível, onde até já "sotaqueio" para me fazer compreender. Acreditem que ouvir "oi" várias vezes é mais irritante.
Ainda falando dos Japas, a maior parte dos residentes do meu bairro (aqui não se pode dizer zona, que é de putedo) a quantidade de restaurantes japoneses que há é impressionante. Imaginem ali a Rua das Portas de Santo Antão (onde é o Coliseu dos Recreios, para os mais distraidos), cheia de restaurantes. Agora imaginem na porta de todos ter aqueles caracteres e o menu de rodízio, mais caro ao jantar e ao fim-de-semana. Até se come sentado no chão, sem sapatos. Se bem que a posição acaba por se tornar incómoda. Mas Dário, aqui ias enjoar japonês (eu ainda não enjoei... ainda hoje!!! eheh)
Até já vou ao mercado ao fim-de-semana comer um yakisoba!
Aliás, não existe preconceito racial, sexual nem de nenhum tipo. Todas as "baladas" badaladas são GLS ou mais ou menos. Vê-se o Ediwalter e o Broduey Wachinton de mãos dadas a pulular para apanhar o metro com as suas calças arepeladas pela bunda acima. Vêem-se Dinas aos montões, com o colete de bolsos e a camisa xadrez.
Vê-se o grupo dos Emos à sexta no Metro da Consolação (prontos a descer a Augusta).
No entanto vê-se principalmente a despreocupação das restantes pessoas. Aliás, despreocupação ou simplesmente habituação a esta realidade?
Abreijos orientais
Zuca do pedaço
segunda-feira, 23 de março de 2009
Txipo Assim: Coisas da Vida II
A vida anda descomplicada, despreocupada.
Dia 27 faz dois meses que estou fora de casa.
Hoje vim o "Into the Wild". Não é o melhor filme para ver quando se está fora de casa há tanto tempo. Tanto tempo... São 2 meses!!
A vida anda descomplicada, despreocupada.
Já tenho um núcleo de pessoas com quem me dou. Já tenho as restantes com quem não me dou.
A música continua a fazer parte de mim. Oiço muito música brasileira. "Descobri" o samba rock. No entanto a minha música continua a ser portuguesa. Fico completamente extasiado quando a mostro. Começo a falar que não páro. Existe este cantor, aquela cantora, o Vinicius escreveu para a Amália... Ouve isto, ouve aquilo, presta atenção agora. Sim, a música portuguesa é na sua génese música triste. No entanto se sentem isso é porque a música portuguesa transmite na realidade um sentimento. Pode ser alegre: Oiçam o fado dos cheirinhos. Oiçam, a sério. É aquele fado que me enche as medidas. Vá, como expatriado, tenho saudades da minha Marisol a cantar o "Gente da minha terra" (por falar nisso: Patrícia, hj acordei com o teu toking. Para a próxima atendes o telemóvel sff!!!). Tenho saudades de cantar contigo.
Ouvir falar na tuna então é aquele frio no estômago. Quem julga que é só um bando de bebedos a cantar umas modinhas, engana-se. Tem algumas (poucas) pessoas que não bebem alcool. As modinhas que cantamos são algumas delas história da música portuguesa. Mas acima de tudo é um grupo de putos que pensam que vão ser mais um bando de bebedos a cantar modinhas e que se viciam naquela envolvência, em todos os rituais, todas as chatices, todas as mesquinhices, todas as coisas ganham proporções gigantescas.
Tenho saudades do traje. Já deve estar um pouco mais largo (uuuuuhuuuuuuuuuuuu)
A vida anda descomplicada, despreocupada.
A minha madrinha foi hoje embora. Foram 2 semanas de férias. Despedi-me dela como um "até já" porque sei que ela vai voltar a esta cidade.
Levou um bocadinho de mim para Portugal. Por 2 semanas tive "a tuna" comigo.
Epá, não vejam o Into the Wild se forem expatriados.
Ficam assim melancólicos e com vontade de abraçar quem não vêem há quase 2 meses.
Gonçalo, desliga o computador e vai dormir! Não tens teste amanhã? Se não tens boas notas, levas nos cornos!
Larga o teu irmão e vai tu dormir que amanhã não te levantas!
Já não sinto São Paulo como férias. Já sinto como a minha vida.
Se fico aqui? Ainda é cedo para decidir.
Se volto? Pelas pessoas, com toda a certeza.
Se a volta será apenas férias? Não sei.
A vida anda descomplicada, despreocupada.
Dia 27 faz dois meses que estou fora de casa.
Hoje vim o "Into the Wild". Não é o melhor filme para ver quando se está fora de casa há tanto tempo. Tanto tempo... São 2 meses!!
A vida anda descomplicada, despreocupada.
Já tenho um núcleo de pessoas com quem me dou. Já tenho as restantes com quem não me dou.
A música continua a fazer parte de mim. Oiço muito música brasileira. "Descobri" o samba rock. No entanto a minha música continua a ser portuguesa. Fico completamente extasiado quando a mostro. Começo a falar que não páro. Existe este cantor, aquela cantora, o Vinicius escreveu para a Amália... Ouve isto, ouve aquilo, presta atenção agora. Sim, a música portuguesa é na sua génese música triste. No entanto se sentem isso é porque a música portuguesa transmite na realidade um sentimento. Pode ser alegre: Oiçam o fado dos cheirinhos. Oiçam, a sério. É aquele fado que me enche as medidas. Vá, como expatriado, tenho saudades da minha Marisol a cantar o "Gente da minha terra" (por falar nisso: Patrícia, hj acordei com o teu toking. Para a próxima atendes o telemóvel sff!!!). Tenho saudades de cantar contigo.
Ouvir falar na tuna então é aquele frio no estômago. Quem julga que é só um bando de bebedos a cantar umas modinhas, engana-se. Tem algumas (poucas) pessoas que não bebem alcool. As modinhas que cantamos são algumas delas história da música portuguesa. Mas acima de tudo é um grupo de putos que pensam que vão ser mais um bando de bebedos a cantar modinhas e que se viciam naquela envolvência, em todos os rituais, todas as chatices, todas as mesquinhices, todas as coisas ganham proporções gigantescas.
Tenho saudades do traje. Já deve estar um pouco mais largo (uuuuuhuuuuuuuuuuuu)
A vida anda descomplicada, despreocupada.
A minha madrinha foi hoje embora. Foram 2 semanas de férias. Despedi-me dela como um "até já" porque sei que ela vai voltar a esta cidade.
Levou um bocadinho de mim para Portugal. Por 2 semanas tive "a tuna" comigo.
Epá, não vejam o Into the Wild se forem expatriados.
Ficam assim melancólicos e com vontade de abraçar quem não vêem há quase 2 meses.
Gonçalo, desliga o computador e vai dormir! Não tens teste amanhã? Se não tens boas notas, levas nos cornos!
Larga o teu irmão e vai tu dormir que amanhã não te levantas!
Já não sinto São Paulo como férias. Já sinto como a minha vida.
Se fico aqui? Ainda é cedo para decidir.
Se volto? Pelas pessoas, com toda a certeza.
Se a volta será apenas férias? Não sei.
A vida anda descomplicada, despreocupada.
terça-feira, 17 de março de 2009
Txipo Assim: Coisas da Vida I
Passados quase dois meses desde a minha chegada, não vou continuar a relatar os meus dias... Não faz sentido. Vou começar a contar os episódios e as coisas "bobas" que me acontecem.
Algumas diferenças entre nós e os zucas:
O karaoke aqui é uma merda... E PAGA-SE PARA CANTAR!!!
Já fui ao Guarujá, já saí mais vezes mas acho que já não é novidade. Já sabem que a minha vida por cá é a trabalho e festarola!
Ventoinha é ventilador;
Varinha mágica causou transtorno que tive de ir à loja mostrar o que era... é um mixer!
As cozinhas não têm água quente e a roupa também é lavada com água fria. Escusado será dizer que já tenho umas quantas peças que não saem as nódoas! E o lençol que ficou sujo só depois de lavado.
Canhão é mulher feia.
Celular Onibus e banheiro: 3 palavras que já saem naturalmente... MEDO!!!
Durex é fita-cola e Grampeador é Agravador.
Não sabem o que é um candeeiro e riem-se sempre que digo mesinha de cabeceira. Eu dizer que preciso dum candeeiro de mesinha de cabeceira dá para rir 10 minutos.
Na porta do banheiro do meu trampo diz: "Fechou a porta quando entrou? Então feche quando sair"
Balada é discoteca.
Tomar café causa faisca, porque parta eles café é sempre café da manhã. Dizer para irmos tomar uns copos, muito mais!
Comer uma sandes é complicado, porque para eles tudo é lanche. Escrevem Cheeseburguer XBurger!!
Já só dou um beijo, a menos que cumprimente meninas do rio, que é com 2.
O verbo perceber... Eles não percebem!
O que também não percebem é que os portugues não dizem "Ora pois".
Claro que para eles fazer bicos é super normal! Tendo em conta que é sinónimo de biscates. Já perceberam o porquê da fama das brasileiras em Portugal? Todas chegam ao aeroporto a dizer que vêm para Portugal fazer bicos... Pior: para ganhar umas pilas!!! Que quer dizer pilim, grana, dinheiro.
Dizem Colgátxi para o Colgate e Trydent para as pastilhas Trident. Claro que não dizem pastilhas, dizem bala ou balinha. Ou então também compram muito Hóus (Halls). Para eles, tudo é balinha, do rebuçado à pastilha.
Hoje vi um pouco do Charlie's Angels e quando o Charlie diz "Hello Angels", a tradução é "Oi panteras" WTF!!!!!!!!!!!!
Pior, um dos melhores filmes que já vi, Hard Candy, chama-se no Brasil "Menina má ponto com". Assim percebo que ninguem conheça o filme. Eu também não o ia ver com um nome assim...
Não posso dizer que nenhuma bebida é fresca, tem de ser gelada.
Não consigo beber um café de jeito aqui... Como muito pouco peixe (não há mesmo mãe!!!), mas levo um regime mais de carnes brancas, arroz branco e salada! Pelo menos ao almoço é assim...
Não sei se já repararam mas o meu discurso começa a ficar brasileiro. Escrevi regime naturalmente, em vez de dieta!!!
A Zara é classe média alta, assim como o bacalhau e o vinho.
Ah, aqui nas baladas, há milhoes de vezes mais engate que em Portugal. O truque é não olhar ninguém nos olhos, mas mesmo assim, chegam, agarram e tentam beijar!! Eles chamam pegação, e ainda me dizem "Vai Alê, relaxa e goza!!" Nossa!!! E se me pegam o Dengue? Graças ao senhor danço de olhos fechados normalmente. Aqui tornou-se mais um hábito!
A minha madrinha veio cá e tive a primeira companhia em 2 meses para cantar a minha escstunis. Saudades!!! Passámos o primeiro fim de semana no Guarujá em tom de Saudosismo, a cantar do Voces Sabem Lá à Serenata a uma Andorinha.
O karaoke aqui é uma merda... E PAGA-SE PARA CANTAR!!!E pronto, são algumas das muitas coisas que tenho aprendido. Ainda faltam muitas, mas o cérebro não deixa. Vou começar a anotar e depois pumba: Mostro-vos tudinho!
Abreijos coisos (expressão que eles também não usam)
Zuca do Pedaço
domingo, 1 de março de 2009
Txipo Assim: Carnaval em Floripa
A pedido de muitas famílias, vou tentar explicar como foi o meu Carnaval Brasileiro!
Depois de muita escolha (quer dizer, não era muita escolha, era Rio ou Floripa) decidi ir para Floripa enquanto há calor e dá para ir para a praia apanhar o bronze!
Depois de uma viagem super agradável (ou não) de 12h, cheguei a Floripa às 7h30 da manhã!!!
Claro que fui directo pra casa do Zé e da Susana (que se tinham acabado de deitar) para pousar as coisas e irmos para a praia. Primeira Escolha: Barra da Lagoa!! Lá está, praia, pessoas e água GELADA!!!!!!! Mas eu não estou no Brasil????
Adiante: depois de uma manhã na praia, decidimos ir à procura de almoço e encontrámos a loucura naquelas ruas: ia começar a Feijoada do Cacau!!! 100 reais uma camiseta (ou t-shirt como quiserem). Pah, aquilo tinha comida e bebida à descrição, 4 palcos e festa rija!!! Claro que a cerveja, caipirinha, e umas misturas que um bar lá fazia e nós iamos buscar só podia dar estragos: Depois de muito procurar e já decididos a ir para casa sem ele, lá encontrámos o César na barraquinha do Unimed (o INEM cá do sítio). Olha, encontraram-no deitado entre os carros no parque de estacionamento!! Dizia ele: aquela relva tava tão fixe, tive de me deitar!!

Bom, como é óbvio, uma noite sem dormir de caminho, praia e a feijoada do Cacau, escusado será dizer que me deitei só pra descansar e acordei no dia a seguir!!!
O que posso dizer mais: O nosso roteiro nos dias seguintes foram: Campeche, Jurerê Internacional, Solidão e Praia do Mole.

Campeche apanhámos já a água mais quentinha e um ceu de final de tarde BRUTAL e onde tive a dar uma aulinha de samba!!



Jurerê Internacional, se não soubesse onde estava, diria,, Costa da caparica, praia do Barbas, mas em versão MUITO MUITO MUITO CHIQUE!!! Tinha gajas a maquilhar-se à beira-mar!!!! NO entanto o Abracadabra, a água morna e a viagem de banana valeram muito a pena!!
Praia da Solidão num dia mais cinzento sem ninguém e com um trilho pra uma cachoeira linda!!
Último dia antes de partir lá fomos até à Mole numa tentativa de chegar à Praia da Joaquina! Como é óbvio o motorista não entendeu o nosso português e lá fomos no caminho errado!!
Depois de um trilho até a um ponto onde estavam hippies numa casa abandonada, voltámos pra trás, noutro trilho e fomos parar precisamente ao ponto gay da Praia Mole, onde rapazes musculados e de sunga ouviam a Orbital!!! Escusado será dizer que andámos pela areia até o ambiente ficar menos festivo, até porque estávamos de ressaca (pra variar). Conselho: Não se metam nos trilhos porque não sabem onde vão parar!!!
Depois de muita escolha (quer dizer, não era muita escolha, era Rio ou Floripa) decidi ir para Floripa enquanto há calor e dá para ir para a praia apanhar o bronze!
Depois de uma viagem super agradável (ou não) de 12h, cheguei a Floripa às 7h30 da manhã!!!
Bom, como é óbvio, uma noite sem dormir de caminho, praia e a feijoada do Cacau, escusado será dizer que me deitei só pra descansar e acordei no dia a seguir!!!
O que posso dizer mais: O nosso roteiro nos dias seguintes foram: Campeche, Jurerê Internacional, Solidão e Praia do Mole.
Campeche apanhámos já a água mais quentinha e um ceu de final de tarde BRUTAL e onde tive a dar uma aulinha de samba!!



Jurerê Internacional, se não soubesse onde estava, diria,, Costa da caparica, praia do Barbas, mas em versão MUITO MUITO MUITO CHIQUE!!! Tinha gajas a maquilhar-se à beira-mar!!!! NO entanto o Abracadabra, a água morna e a viagem de banana valeram muito a pena!!
Praia da Solidão num dia mais cinzento sem ninguém e com um trilho pra uma cachoeira linda!!
Último dia antes de partir lá fomos até à Mole numa tentativa de chegar à Praia da Joaquina! Como é óbvio o motorista não entendeu o nosso português e lá fomos no caminho errado!!
Depois de um trilho até a um ponto onde estavam hippies numa casa abandonada, voltámos pra trás, noutro trilho e fomos parar precisamente ao ponto gay da Praia Mole, onde rapazes musculados e de sunga ouviam a Orbital!!! Escusado será dizer que andámos pela areia até o ambiente ficar menos festivo, até porque estávamos de ressaca (pra variar). Conselho: Não se metam nos trilhos porque não sabem onde vão parar!!!
Como é óbvio, os nossos almoços eram sempre sequência de camarão, os quais negociávamos sempre o preço!! Sinto-me em Marrocos, porque tudo é negociável!!!

Bom, as noites acho que não dá para falar. Digamos que acabei por não brincar muito ao Carnaval, sem ser as fantasias que apanhávamos na rua dos que desfilaram e deitaram fora.
Desde uma tentativa de sair onde não entrámos porque era caro e ficámos na esplanada a beber cervejas e a desencorajar quem ia pra entrar até ao jogo do PING PONG PENG MERDA BEBE SIM NAO MERDA!!! AIIIIII
1 capeta, 2 capeta, 3 capota... e foi isso que aconteceu. O capeta é uma bebida que parece um milkshke de morango ou ananás e depois te estraga completamente!!

Outra disco que fomos, uma das mais famosas de Floripa, onde um português é dono do restaurante francês no Brasil... Adiante, a comida não era má, fomos mal atendidos e pagámos acima dos 100 reais!!! Toda a gente que leia este blog: CONFRARIA EM FLORIPA É UMA MERDA!!!!!
E pronto, passou o meu primeiro Carnaval em terras brasileiras, e de facto deve ter sido o ano que menos brinquei ao Carnaval!
Desculpem a demora mas a minha vida aqui em São Paulo não pára!!
Acabei de vir da piscina!!!
Mais fotos do Carnaval no meu hi5!
Abreijos bronzeados
Zuca do Pedaço
Bom, as noites acho que não dá para falar. Digamos que acabei por não brincar muito ao Carnaval, sem ser as fantasias que apanhávamos na rua dos que desfilaram e deitaram fora.
Desde uma tentativa de sair onde não entrámos porque era caro e ficámos na esplanada a beber cervejas e a desencorajar quem ia pra entrar até ao jogo do PING PONG PENG MERDA BEBE SIM NAO MERDA!!! AIIIIII
1 capeta, 2 capeta, 3 capota... e foi isso que aconteceu. O capeta é uma bebida que parece um milkshke de morango ou ananás e depois te estraga completamente!!


Outra disco que fomos, uma das mais famosas de Floripa, onde um português é dono do restaurante francês no Brasil... Adiante, a comida não era má, fomos mal atendidos e pagámos acima dos 100 reais!!! Toda a gente que leia este blog: CONFRARIA EM FLORIPA É UMA MERDA!!!!!
E pronto, passou o meu primeiro Carnaval em terras brasileiras, e de facto deve ter sido o ano que menos brinquei ao Carnaval!
Desculpem a demora mas a minha vida aqui em São Paulo não pára!!
Acabei de vir da piscina!!!
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